quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Estatística de dor no Brasil de cordo com a Revista Veja


De acordo com a Revista Veja do mês de 24 agosto de 2010. 
30% dos brasileiros adultos têm dor crônica, ou seja, 40 MILHÕES de homens e mulheres sofrem dores contínuas por mais de três meses. 
O sexo feminino é o mais vulnerável à dor crônica do que o masculino. A proporção é de 1 homem para cada 3 mulheres. Sendo os locais mais afetados as pernas,pés, costas e cabeça.
 A dor crônica é uma das principais causadas de falta ao trabalho no Brasil.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O neurônio - Parte 5


Olá amigos!
Falaremos agora sobre Neurotransmissão. 

A comunicação entre os neurônios ocorre a partir da formação de impulsos nervosos,  devido a excitação da célula ocorre a liberação de neurotransmissores, que são substâncias químicas capazes de passar mensagens (impulsos nervosos) para centenas ou até milhares de neurônios diferentes. Função das sinapses: excitatória e inibitória. Essa comunicação ocorre na SINAPSE ou FENDA SINÁPTICA: É a junção entre dois neurônios, permitindo a transmissão de sinais.
Por meio das sinapses, o impulso nervoso  percorre vários neurônios reunidos em cadeia. O impulso nervoso vai do corpo celular através de suas terminações axônicas, entram em contato com outros neurônios, passando-lhes informações. 
·         Na porção terminal do axônio tem um botão terminal ou botão sináptico (telodendro) que contém as substâncias químicas secretadas pelo próprio neurônio (neurotransmissor).
·         A chegada do impulso nervoso provoca o esvaziamento dessas vesículas no espaço sináptico.
·         A substância cruza o espaço e combina-se com moléculas receptoras situadas na membrana da célula pós sináptica, modificando a permeabilidade da sua membrana.


As fibras nervosas têm a propriedade de propagar impulsos muito rapidamente, em todo o seu comprimento, e de transmiti-los à célula que se lhe segue. As sinapses podem existir entre dois neurônios, entre célula sensorial e neurônio ou entre neurônio e órgão efetor (músculo ou glândula). Quando a célula efetora é um músculo, o local da sinapse é chamado de placa motora. O impulso é captado pelos dendritos, passa ao corpo celular e deste para o axônio, que o envia para a célula seguinte. O impulso nervoso vai do corpo celular para o efetor nas fibras de condução motora e do receptor até o corpo celular nas fibras de condução sensitiva.



Fenda Sináptica ou Sinapse



Tipos de neurônios:
Nota: O primeiro neurônio é um interneurônio bipolar, o segundo um interneurônio unipolar, o terceiro pode ser um motoneurônio ou neurônio motor do tipo multipolar; e o quarto último é do tipo pseudo-unipolar

Ligação entre neurônios do tipo axônio-somática.

 





sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O neurônio - Parte 4

Olá meus amigos!
Como  estão vocês?
Bom falaremos hoje de como funciona a célula nervosa.
Espero que gostem!


FUNCIONAMENTO DA CELULA NERVOSA


      A célula nervosa funciona transmitindo estímulos de tipo elétrico, mediados quimicamente. Podemos dizer que o estímulo nervoso é eletro-químico e para isto, funciona com o movimento de íons, particularmente o sódio (Na+) e o potássio (K+).
      Consideramos à célula nervosa como um mar interior, cujo líquido intracelular têm grandes quantidades de potássio e proteínas, em tanto que o líquido extracelular ou mar exterior tem grandes quantidades de sódio e cloreto.
       Por tanto ambos os líquidos, separados pela membrana celular são diferentes:

LIQUIDO INTRACELULAR                                LIQUIDO EXTRACELULAR
Sódio (Na+)              =          10 mEq/L                 Sódio (Na+)    =          140 mEq/L
Potássio (K+)  =          140 mEq/L                         Potássio (K+)  =          5 mEq/L
Cloreto (Cl-)   =          --                                        Cloreto (Cl -)  =          103 – 113 mEq/L
           
     Consideramos aos íons positivos como Cátions, por tanto o cátion mais abundante do líquido intracelular será o potássio (K+), em tanto que o cátion mais importante do líquido extracelular será o sódio (Na+).
    Da mesma forma, consideramos aos íons negativos como Ánions, por tanto o ánion mais abundante do líquido extracelular será o Cloreto (Cl-) e o ánion mais abundante do líquido intracelular serão as proteínas.
   É necessário explicar que a atividade das proteínas extracelulares é muito importante, mais o grau de difusibilidade na membrana celular é mínimo por seu tamanho, por tanto a possibilidade de participar na despolarização da célula nervosa é mínimo.
    A célula nervosa funciona em Potenciais, que se conhecem como Potencial de repouso e Potencial de ação. A mudança de potenciais corresponde ao movimento dos íons eletricamente ativos (sódio, potássio, cloreto).
    Consideramos como potencial de repouso àquele potencial que se encontra no intervalo de dois potenciais de ação. Em teoria seria o potencial onde a célula está “dormindo”. É um potencial variável, podendo oscilar entre -70 a -80 milivolts (mV).
     Quando a célula é estimulada, os íons de sódio ingressam dentro da célula, a qual inverte sua polaridade as vezes até + 30 ou mais milivolts, e súbitamente, para normalizar esta polaridade acontece a saída de potássio ao exterior da membrana celular.
    Para isto acontecer, é necessário que os íons de Cálcio que normalmente mantém o potencial de membrana em repouso, o estímulo movimenta estes íons e o sódio que se encontra em maior concentração no exterior da membrana celular ingressa dentro da célula. Este ingresso do sódio se conhece com o nome de despolarização.
     Uma vez entrado o sódio, o potássio que é cem vezes mais permeável que o sódio à membrana celular sai, processo que se conhece com o nome de repolarização, chegando a polaridade celular a níveis próximos ao normal.
      Mas, a célula encontra-se com polaridade recuperada e concentração de íons invertida, e para recuperá-la aciona a bomba de sódio e potássio (Na K ATPase) que tira os íons de sódio do interior da membrana e traz os potássios do exterior da membrana.




        Em caso do estímulo ser inibitório, os íons que ingressam na célula são os de cloreto (Cl),  conduzindo a uma hiperpolarização da membrana, fazendo-a mais negativa.








quarta-feira, 10 de agosto de 2011

O neurônio - Parte 3

Olá pessoas!
Não muito satisfeito com as explanações anteriores vou postar mais uma falando de uma maneira mais geral.



A célula nervosa ou neurônio, é a unidade anatômica e funcional do sistema nervoso, está constituída por duas porções fundamentais. soma ou corpo e axônio.
O soma tem o núcleo do neurônio, e desprendem-se dele os dendritos como se fossem os ramos de uma árvore, cujo tronco é o axônio com os dendritos terminais ou telodendritos.
A maioria dos  axônios estão cobertos por uma capa lipídica, a mielina (bainha de mielina). A mielina que é produzida por células que cobrem o axônio ou células de Schwann, permite aumentar a velocidade da condução nervosa.




Em geral os neurônios são células interconectadas entre si, a conexão é realizada por um dendrito e um axônio por seus telodendritos, os quais têm vesículas cheias de uma substância neuro-transmissora a que pode ativar os dendritos do próximo neurônio.
A condução nervosa se realiza por estímulos que são potenciais de ação que vão desde os dendritos, passando pelo soma para depois continuar-se pelo axônio até os telodendritos, liberando as vesículas para produzir outro potencial de ação nos dendritos do neurônio próximo.
A comunicação entre o telodendrito e o dendrito é conhecida como sinapse, que é um espaço onde os neuro-transmissores agem para produzir o potencial de ação.
A velocidade da condução nervosa é maior quando o axônio está coberto de mielina.
A célula nervosa, possui muitos tipos de conexões, entre os quais citaremos as axo-dendríticas, que são as mais comuns, axosomáticas e axo-axónicas, dependendo do lugar de onde o axônio se conecte.
A coloração normal do neurônio é cinza, o que é mais aparente no soma neuronal, enquanto que a coloração da mielina é branca, então se pode dizer que onde encontramos substância cinza, estamos falando de corpos neuronais, a onde encontramos substância branca, estamos falando de axônios.
A reunião dos corpos neuronais, chamaremos de núcleo, e a reunião de axônios chamaremos de fascículo, trato ou simplesmente de fibras.




Até a próxima!


terça-feira, 9 de agosto de 2011

O neurônio - Parte 2


Olá Pessoas!!!!
Continuando nossa explicação sobre o nerônio.
Segue o que é cada segmento da célula de maneira um pouco mais aprofundada!
Espero que gostem :D

CORPO CELULAR ou PERICÁRIO ou SOMA: Funciona como um centro de processamento, lá contem o núcleo e organelas citoplasmáticas. É composto por:
a)    Membrana neuronal: É repleta de proteínas, sendo que algumas bombeiam substâncias de dentro para fora da célula; outras formam poros que regulam a entrada de substâncias. A composição protéica varia de acordo com a região da célula: soma, dendritos ou axônio.
b)    Citoplasma: composto por:
·         Citosol: fluido aquoso coloidal rico em potássio, que preenche o interior do soma.
·   Organelas citoplasmáticas mais abundantes: retículo endoplasmático rugoso, retículo endoplasmático liso, aparelho de Golgi e mitocôndrias (em grandes quantidades).
·   Citoesqueleto: dão a forma característica aos neurônios. São os microtúbulos, microfilamentos e
neurofilamentos (filamentos intermediários).
·   Núcleo: contém o material genético e as instruções para a síntese das proteínas neuronais.

b) DENDRITOS: São prolongamentos do corpo celular que recebem estímulos, aumentando a superficie receptora. Assemelham-se a ramos de uma árvore à medida em que se afastam do soma. Funcionam como uma antena: sua membrana apresenta muitas moléculas de proteínas receptoras. Os dendritos são especializados na recepção de informação.

c) AXÔNIO: É a unidade condutora do estímulo nervoso. É um prolongamento único, sendo uma estrutura altamente especializada na transferência de informação entre pontos distantes do sistema nervoso. Apresentam comprimento e diâmetro variáveis, e podem se ramificar, emitindo ramos colaterais.
No segmento inicial do axônio encontra-se o cone de implantação, de onde partem os impusos nervosos para o segmento final, conhecido como terminal axonal ou botão terminal, que é o local onde o axônio entra em contato com outros neurônios ou outras células através das sinapses, passando informações nervosas. A maioria dos axônios está envolvido pela bainha de mielina, invólucro principalmente lipídico que atua como isolante térmico e facilita a transmissão do impulso nervoso. A bainha de mielina pode ser formada por dois tipos de células:
    célula de Schwann: encontrada apenas no SNP;
    oligodendrócito: encontrado apenas no SNC.
A bainha de mielina apresenta regiões descontínuas, conhecidas como nódulos de Ranvier. No caso dos axônios mielinizados envolvidos pelas células de Schwann, a parte celular da bainha de mielina (citoplasma e núcleo) constitui o chamado neurilema.
DIFERENÇAS ENTRE AXÔNIOS E DENDRITOS:

AXÔNIOS
DENDRITOS
Levam informações do corpo celular
Trazem informação para o corpo celular
Superfície lisa
Superfícies irregulares (espinhas dendríticas)
Apenas 1 por célula
Muitos dendritos por célula
Sem ribossomos
Tem ribossomos
Pode ser coberto com mielina
Sem mielina
Ramificam longe do corpo celular
Ramificam perto do corpo celular







Outro detalhe importante!
O corpo celular tem uma coloração mais escura, cinza.
O axônio uma coloração mais clara, branca.
Quando temos um conjunto de corpos celulares chamamos de núcleo.
Quando temos um conjunto de axônios chamamos de  feixe ou fascículo.


Hoje ficamos por aqui.
Até a próxima e bom estudo a todos!



segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Entendendo um pouco mais sobre o que é a endorfina!


Olá pessoas!
Procurando uma forma de explicar o que é a endorfina encontrei esse artigo que segue abaixo. Espero que gostem!
Abraço!

b - Endorfinas e Exercício


Por Ricardo Dantas de Lucas


       Quem nunca experimentou a sensação de bem estar, euforia ou relaxamento proporcionada após o término de um treino ?
Neste artigo serão discutidos alguns aspectos relacionados a estas alterações no comportamento e as alterações da b-endorfina durante e após o exercício.
Dentre as várias substâncias que são diariamente secretadas em nosso organismo a fim de manter sempre um funcionamento orgânico equilibrado (homeostase), os hormônios são as que desempenham o papel principal. Os hormônios são substancias que são produzidas em glândulas especificas do corpo (célula hospedeira) e atuam sobre outros tecidos ou órgãos do corpo (células alvos).

           Em situações de desequilíbrio orgânico qualquer, os hormônios entram em cena a fim de amenizar ou restabelecer a homeostase (psicofisiológica). Podemos considerar o exercício físico como sendo uma situação de estresse ao organismo, já que diversas funções e necessidades orgânicas (principalmente energéticas) são alteradas. Dentre os diversos hormônios que são liberados constantemente no organismo, os opióides endógenos, sendo as mais conhecidas a b-endorfina, e também a encefalina e a dinorfina, parecem desempenhar um papel bastante importante no controle do estresse.

Na década de setenta, enquanto um grupo de cientistas estudavam os efeitos analgésicos dos peptídios opiáceos (como a morfina) sobre a função cerebral, descobriram que nosso cérebro apresenta áreas receptoras que reconhecem estas substâncias como neurotransmissores ou neuromoduladores, concluindo que nosso próprio cérebro produzia substâncias semelhantes aos opiáceos, capazes de realizar alterações comportamentais.

    Atualmente sabemos que a b-endorfina é responsável por diversas alterações psicofisiológicas, que vão desde o controle da dor até a sensação de bem estar proporcionada pela prática da atividade física (Harber & Sutton, 1984), embora alguns autores ainda discordem (McGowan et al., 1993). A b-endorfina pode ser encontrada basicamente em regiões específicas do sistema nervoso central (SNC), ou mesmo na circulação sangüínea (plasmática). Assim sendo, Thorén et al. (1990) apontam que a b-endorfina pode ter tanto um efeito sobre áreas cerebrais responsáveis pela modulação da dor, do humor, depressão, ansiedade como pela inibição do sistema nervoso simpático (responsável pela modulação de diversos órgãos como coração, intestino etc...). Desta forma muitos estudos tem tentando verificar o efeito do exercício físico sobre as concentrações de endorfinas no SNC (cérebro) ou no plasma. Estudos que tentam identificar estes opióides no SNC são bastante invasivos e consequentemente restritos a animais. Shyiu et al. (1982) encontrou um aumento significativo nas concentrações cerebrais de b-endorfina e consequentemente um aumento no limiar da dor após um exercício prolongado de intensidade moderada, em ratos. Hoffmann et al. (1990) encontrou que estes níveis elevados de b-endorfina no SNC permanecem elevados até 48 horas após exercício, retornando aos valores normais em 96 horas após o exercício, também em ratos. Desta forma estes estudos demonstram que o exercício prolongado altera as concentrações b-endorfina no SNC, sendo possivelmente responsáveis pelas alterações comportamentos. Entretanto devemos analisar estes resultados com cuidado, pois são estudos que utilizam um modelo experimental animal e podem se diferir significantemente das respostas em humanos. Em humanos, muitos estudos tem verificado as respostas da b-endorfina plasmática (sangüínea) durante o exercício e suas possíveis conseqüências. Atualmente sabemos que a b-endorfina é secretada para o sangue, pela glândula pituitária (também conhecida como hipófise), que é responsável pela liberação de diversos outros hormônios, entre eles o hormônio de crescimento (GH). Heitkamp et al. (1993) verificaram um aumento plasmático significante das b-endorfina e também do hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) (hormônio hipofisiário que irá estimular a produção de adrenalina e cortisol, hormônios típicos do estresse), após uma corrida de maratona. O aumento dos dois hormônios ocorreu de forma bastante similar, atingindo os valores mais altos ao término da corrida (~ 5 vezes maior que em repouso) e retornando aos valores de repouso após 24 horas. Desta forma a b-endorfina é liberada em situações de estresse do organismo e parece estar envolvida na promoção de um efeito analgésico, e também na melhora dos aspectos emocionais. Por outro lado alguns estudos não tem verificado aumento da b-endorfina após exercícios de intensidade leve a moderada (< 60% VO2max) (Langenfeld et al., 1987). O exercício de musculação (resistência) também parece não ser capaz de alterar a concentração plasmática de b-endorfina, como demonstrado recentemente por Kraemer et al. (1996). Desta forma a intensidade e a duração do exercício parece ser responsável pela potencial alteração destas substâncias no sangue. A fim de verificar as respostas da b-endorfina e outros hormônios durante um exercício predominantemente aeróbio e anaeróbio, Schwarz & Kindermann (1990) compararam em uma bicicleta ergométrica, um exercício contínuo com cagas incrementais (aeróbio) e um exercício máximo de 1 minuto de duração (anaeróbio). Estes autores encontraram aumentos similares ao término dos dois tipos de exercício, embora durante o teste incremental o aumento significante da b-endorfina ocorreu somente após o limiar anaeróbio (~75 % VO2max). Estes autores encontraram ainda uma forte relação entre a b-endorfina e outros hormônios relacionados ao exercício (ACTH, Adrenalina).

        Outros estudos demonstraram não existir diferenças na concentrações de b-endorfina entre os sexos (Rahkila et al., 1987), embora muitos autores associam o aumento da secreção desta substância à alguns distúrbios no ciclo menstrual da mulher. Isto provavelmente ocorre pelo efeito da b-endorfina em inibir a liberação do hormônio estimulador da gonadotrofina, que também é liberado pela hipófise e irá estimular a produção dos hormônios sexuais (McArthur & Simmons, 1985).
             Embora muitos estudos tem sido realizados a fim de melhor compreender as respostas dos opióides endógenos durante o exercício, muitas dúvidas ainda permanecem e devem ser melhor investigadas, embora existam um consenso de que de que exista uma grande variação interindividual, nas respostas dos opióides endógenos ao exercício. Grande parte da alterações do estado de humor e bem estar que seguem um prática de atividade física, pode ser atribuída aos efeitos no SNC que a b-endorfina proporciona (Harber & Sutton, 1984).
Uma possível dependência causada pelo exercício físico também vem sendo alvo de estudos recentes. Muitos de nós já experimentou a sensação de desconforto, irritabilidade, ansiedade, alteração no estado do humor e depressão causada pela deprivação de um ou alguns dias de treino. Estas sensações desagradáveis parecem ser similares a síndrome de abstinência que grande parte das drogas causa, e possivelmente estão relacionadas a produção e dependência dos opióides endógenos.
          Thorén et al. (1990) aponta que o álcool estimula a produção dos opióides endógenos em certas áreas do SNC, sendo um dos fatores que causa dependência desta substância. Desta forma estes autores propõem que o exercício físico regular juntamente com um tratamento psiquiátrico e uma intervenção psicossocial podem favorecer uma conversão da fonte exógena da dependência dos opióides (alcoolismo) para uma dependência endógena proporcionada pelo exercício.
     Embora exista muitas publicações científicas nesta área, algumas dúvidas ainda permanecem, como por exemplo:
·                    Qual a quantidade mínima de exercício, para causar este efeito de "dependência" e abstinência ?
·                    Será que com o treinamento, o organismo necessita de menores concentrações destes opióides endógenos para causar os mesmos efeitos?
·                    Qual a intensidade e duração mínima capaz de causar aumentos significativos na produção destes substâncias ?
·                    Será que exercícios que utilizem grupos musculares maiores, proporcionam maior estímulo para a produção deste opióides ?
Mesmo ainda existindo muitas duvidas e incertezas em relação aos mecanismos exatos da relação dos opióides endógenos e o exercício, podemos afirmar com certeza que a atividade física regular constitui em uma das melhores maneiras de atingir um equilíbrio total do organismo (saúde física e mental).


Referencias Bibliográficas


Langenfeld, M.E.; Hart, L.S.; Kao, P.C. Plasma b - endorfina response to one-hour bicycling and running at 60% VO2max. Med Sci Sports Exerc. V. 19, pp.83-86, 1987.

Harber VJ; Sutton JR Endorphins and exercise. Sports Med v.1(2), pp. 154-71, 1984.
Heitkamp, H-Ch.; Schmid, K.; Scheib, K. b - endorfina and adrenocorticotropic hormone production during marathon and incremental exercise. Eur. J. Appl Physiol. v. 66, pp. 269-274, 1993.

Hoffmann, P.; Terenius, L.; Thorén, P. Cerebrospinal fluid immunoreactive beta-endorphin concentration is increase by long-lasting voluntary exercise in the spontaneously hypertensive rat. Regulatory Peptides, v. 28, pp. 233-239, 1990.

McArthur, J.W. Endorphins and exercise in females: possible connection with reproductive dysfunction. Med Sci Sports Exerc. V. 17, pp. 82-88, 1985.

McGowan RW; Pierce EF; Eastman N; Tripathi HL; Dewey T; Olson K. Beta-endorphins and mood state during resistance exercise. Percept Mot Skills v. 76(2), pp. 376-8, 1993.

Mondin GW; Morgan WP; Piering PN; Stegner AJ; Stotesbery CL; Trine MR; Wu MY. Psychological consequences of exercise deprivation in habitual exercisers. Med Sci Sports Exerc. V. 28(9), pp.1199-1203, 1996.

Rahkila, P..; Hakala, E.; Salminen, K.; Laatikainen, T. Response of plasma endorphins to running exercise in male and female endurance athletes. Med Sci Sports Exerc. V. 19, pp. 451-455, 1987.

Schwarz, L ; Kindermann, W. b - Endorfina, adrenocorticotropic, cortisol and catecholamines during aerobic and anaerobic exercise. Eur. J. Appl Physiol. V. 61, pp. 165-171, 1990.

Shyu, B-C.; Andersson, A; Thorén, P. Endorphin mediated increase in pain thresold induced by long-lasting exercise in rats. Life Sci. V. 30, pp. 833-840, 1982.

Thorén, P.; Floras, J.S.; Hoffmann, P.; Seals, D.R. Endorphins and exercise: physiological mechanisms and clinical implications. Med. Sci. Sports Exerc. V. 22 (4), pp. 417-428, 1990.



Ricardo Dantas de Lucas
Bacharel em Educação Física pela UNESP – Rio Claro
Técnico de Atletas de Endurance
Mestrando em Ciências da Motricidade na UNESP- Rio Claro
Prof. Treinamento Esportivo da Universidade de Franca (UNIFRAN)
Fonte: 
http://www.totalsport.com.br/colunas/ricardo/ed2800.htm



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