sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O neurônio - Parte 4

Olá meus amigos!
Como  estão vocês?
Bom falaremos hoje de como funciona a célula nervosa.
Espero que gostem!


FUNCIONAMENTO DA CELULA NERVOSA


      A célula nervosa funciona transmitindo estímulos de tipo elétrico, mediados quimicamente. Podemos dizer que o estímulo nervoso é eletro-químico e para isto, funciona com o movimento de íons, particularmente o sódio (Na+) e o potássio (K+).
      Consideramos à célula nervosa como um mar interior, cujo líquido intracelular têm grandes quantidades de potássio e proteínas, em tanto que o líquido extracelular ou mar exterior tem grandes quantidades de sódio e cloreto.
       Por tanto ambos os líquidos, separados pela membrana celular são diferentes:

LIQUIDO INTRACELULAR                                LIQUIDO EXTRACELULAR
Sódio (Na+)              =          10 mEq/L                 Sódio (Na+)    =          140 mEq/L
Potássio (K+)  =          140 mEq/L                         Potássio (K+)  =          5 mEq/L
Cloreto (Cl-)   =          --                                        Cloreto (Cl -)  =          103 – 113 mEq/L
           
     Consideramos aos íons positivos como Cátions, por tanto o cátion mais abundante do líquido intracelular será o potássio (K+), em tanto que o cátion mais importante do líquido extracelular será o sódio (Na+).
    Da mesma forma, consideramos aos íons negativos como Ánions, por tanto o ánion mais abundante do líquido extracelular será o Cloreto (Cl-) e o ánion mais abundante do líquido intracelular serão as proteínas.
   É necessário explicar que a atividade das proteínas extracelulares é muito importante, mais o grau de difusibilidade na membrana celular é mínimo por seu tamanho, por tanto a possibilidade de participar na despolarização da célula nervosa é mínimo.
    A célula nervosa funciona em Potenciais, que se conhecem como Potencial de repouso e Potencial de ação. A mudança de potenciais corresponde ao movimento dos íons eletricamente ativos (sódio, potássio, cloreto).
    Consideramos como potencial de repouso àquele potencial que se encontra no intervalo de dois potenciais de ação. Em teoria seria o potencial onde a célula está “dormindo”. É um potencial variável, podendo oscilar entre -70 a -80 milivolts (mV).
     Quando a célula é estimulada, os íons de sódio ingressam dentro da célula, a qual inverte sua polaridade as vezes até + 30 ou mais milivolts, e súbitamente, para normalizar esta polaridade acontece a saída de potássio ao exterior da membrana celular.
    Para isto acontecer, é necessário que os íons de Cálcio que normalmente mantém o potencial de membrana em repouso, o estímulo movimenta estes íons e o sódio que se encontra em maior concentração no exterior da membrana celular ingressa dentro da célula. Este ingresso do sódio se conhece com o nome de despolarização.
     Uma vez entrado o sódio, o potássio que é cem vezes mais permeável que o sódio à membrana celular sai, processo que se conhece com o nome de repolarização, chegando a polaridade celular a níveis próximos ao normal.
      Mas, a célula encontra-se com polaridade recuperada e concentração de íons invertida, e para recuperá-la aciona a bomba de sódio e potássio (Na K ATPase) que tira os íons de sódio do interior da membrana e traz os potássios do exterior da membrana.




        Em caso do estímulo ser inibitório, os íons que ingressam na célula são os de cloreto (Cl),  conduzindo a uma hiperpolarização da membrana, fazendo-a mais negativa.








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